segunda-feira, 10 de março de 2008

Vinte Minutos

Meia-noite... a chuva cai pesada, lavando o mundo. Gotas escavando a terra macia... formando oceanos microscópicos... a bota ignora tudo, passando na sua frieza sentimental de borracha e couro negro. Hemmignton está ferido, sua testa tem um corte pequeno e as costelas doem. O carro ainda está chiando, amontoado sobre a árvore velha e envergada. Foi uma bela colisão. Hemmington caminha na direção da velha casa vitoriana, procurando alguém. As tábuas da varanda protestam e afundam um pouco, ele bate na porta. Os poucos segundo de espera passam e ele avista uma luz bruxuleante se movendo para a porta... há um rosto ali... branco... uma mulher, cabelos negros escorrendo sobre os ombros, lábios carnudos.
Ela está próxima agora, abrindo a porta.

- Eu pude ver o seu acidente lá da minha janela... está ferido ?

- N-Não, não muito... mas seria bom poder telefonar para o resgate... ou pro guincho...

- Entre por favor, meu nome é Mirna. A eletricidade caui quando a tempestade começou... mas vamos ver se o telefone ainda funciona.

Ele já está dentro da casa, cheira a mofo e coisas de gente velha. Uma película de poeira cobre tudo que ele consegue enxergar; mas lá é mais quente e seco que na rua, e tem um tefelefone.

- Por favor, por aqui moço. - Só agora ele notou que ela está vestida de camisola... e tem belos seios! Uma mulher linda de verdade, com um péssimo agente imobiliário. Ele a segue, passando pela escada que leva ao andar de cima, pelo corredor com retratos de gente esquecida.

- A senhora mora sozinha ?

- Desde o dia em que meu pai faleceu, esta casa foi tudo que ele me deixou, era tudo o que ele tinha...Vivo sozinha aqui desde então... as vezes, me sinto muito solitária.

Ela parou abruptamente as pernas dos dois se esbarraram,,,

- Desculpe... não acha melhor trocar essa roupa antes de qualquer coisa ?

- Não quero incomodar.

- Não, pelo contrário, não quero que um homem tão bonito acabe doente por causa minha...Vamos até o quarto do meu pai, algumas das roupas dele podem servir em você.

Pela forma que eles se olharam, pela voz dela...Hemmington teve certeza que iria transar com ela. E foi assim mesmo. Vinte minutos depois, suados e arfantes, estavam saciados na cama... Apesar de um pouco fria, fazia tempo que Hemmy não encontrava uma mulher assim... havia algo de selvagem nela. Ela adormecera, e ele estava faminto... desceu as escadas lentamente, levando a vela na altura da cabela... procurando qualquer coisa que lembrasse uma cosinha... Um baque, ele está no chão. Algo pesado sobre seu corpo... algo frio... se aproximando de seu pescoço. Com uma cotovelada imprecisa ele se livrou de seu atacante e pôde encara-lo, era Mirna... observando com olhos insanos... mas o que realmente chamava a atenção eram os caninos enormes. Mais rápido do que Hemmington poderia pensar e commais força que ele podia crer, ela o atirou contra a parede. Ele caiu desacoirdado, Mirna o ergueu e abriu a boca... seu corpo clamava pela vida daquele estranho.

As janelas estouraram e houve um claro que a cegou. Não pode ver, mas sentiu o cheiro de suor e houviu os batimentos cardíacos...seis... seis invasores em sua casa.

- Mirna Blackfellow você está presa sobre suspeita de violação das leis da Realidade. Afaste os dentes do pescoço do agente Hemmington. Não vai querer ser acusada de destruir patrimonio da W8, vai ?

Vinte minutos depois...

- Essa vagabunda deve ter me quebrado umas duas costelas... como se já não bastasse eu ter que me acidentar de verdade pra entrar aqui. Que é que teve a idéia de fazer essa operação ? Foi o Steven Seagal ? Não era mais fácil ter invadido a maldita casa durante o dia e carregado o caixão dela ?

- Você faz muitas perguntas Hemmy, acabe o cigarro e entre no Orbital.

- Quando forem dar uma identidade nova pra essa puta, eu quero que seja de garçonete... em algum lugar bem fodido... ou de empregada pra um velho tarado e sem pernas que buline ela o tempo todo...ou...

- Calaboca Hemmy.

Os dois subiram na esfera metálica que flutuava do lado de fora...e sumiram desta dimensão.


esse conto era pra ser infinitamente mais bem trabalhado, ficou ruim da forma que tá agora... mas não me contive; quis romper esse meu albinismo literário...

2 comentários:

Nienna disse...

Oq eu mais gostei, foi a surpresa!
Eu esperava que fosse algo sobre vampiros, mas não que teria esse final!

hahahahah
Adoro isso!

zarpimpao disse...

hu hu hu

mto bom Sr Banned!

tava achando estranho vc escrever um conto clichê... mas ae eu percebi que eh esse eh um genuíno Banned's!

eh nozes!